Quem já utilizou o Sistema Único de Saúde (SUS), sabe que acessar informações médicas rapidamente pode mudar completamente a experiência do paciente. Nos últimos anos, tenho acompanhado histórias de pessoas que perderam exames, repetiram informações ou enfrentaram demora por falta de integração dos prontuários. Isso está mudando. O crescimento dos prontuários eletrônicos no SUS representa não só tecnologia, mas também cuidado mais humano e conectado. Pensando nisso, decidi reunir as cinco tendências que, ao meu ver, vão marcar o futuro dos prontuários eletrônicos do SUS até 2026.
Por que os prontuários eletrônicos estão ganhando espaço?
Segundo dados recentes, quase 90% das Unidades Básicas de Saúde já aderiram ao Prontuário Eletrônico do Cidadão, com mais de 180 mil profissionais capacitados para seu uso. Isso mostra uma confiança crescente na digitalização e um desejo claro de agilizar o atendimento no sistema público de saúde (transformação digital no SUS avança). Tenho notado, em minhas pesquisas, que a aceleração desse movimento é também um reflexo da necessidade de integração das informações entre hospitais, postos e pacientes.

É nesse cenário que atuo na Meddic, ajudando a simplificar o acesso à informação e apoiando tanto profissionais quanto pacientes nessa transição. Ao observar a rotina em UBSs e hospitais públicos, noto claramente as principais tendências que já estão transformando a realidade do prontuário eletrônico e que prometem maturidade ainda maior até 2026.
As cinco tendências para prontuários eletrônicos no SUS
1. Avanço da interoperabilidade real
Interoperabilidade deixou de ser só uma palavra difícil. Na prática, ela significa que diferentes sistemas poderão conversar entre si. Ou seja, uma consulta feita em um posto de saúde na capital do estado estará disponível para o médico que atender aquele paciente em outro município, sem burocracia.
- Dados clínicos serão compartilhados em tempo real entre unidades, reduzindo exames duplicados e erros por desconhecimento do histórico.
- A Rede Nacional de Dados em Saúde já reúne cerca de 1,6 bilhão de registros, e o Ministério da Saúde planeja expandir ainda mais essa integração até o fim de 2025 (digitalização e compartilhamento seguro de informações clínicas).
Na Meddic, vejo como essa integração facilita não só o trabalho do médico, mas também a vida do paciente, que passa a ter seu histórico preservado, protegido e sempre atualizado, em qualquer lugar do Brasil.
2. Inteligência artificial no cuidado assistencial
Inteligência artificial (IA) já é realidade em triagem e diagnóstico avançado. A criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes, citada pelo Ministério da Saúde, mostra que a IA será cada vez mais usada para analisar dados do prontuário, sugerir condutas e alertar profissionais sobre riscos específicos ao paciente (hospitais e serviços inteligentes em 2026).
- Triagens automáticas usando IA diminuem filas e agilizam o fluxo de atendimento.
- Sistemas sugerem protocolos de tratamento, monitoram sinais vitais em tempo real e enviam alertas para emergências.
- Cirurgias robotizadas e análise de dados preditivos contribuem para diagnósticos mais rápidos e precisos.
Eu acredito que a IA vai deixar o profissional de saúde mais livre para se concentrar em decisões humanas, aliviando tarefas repetitivas e criando um novo padrão de atendimento, como vemos nas inovações implantadas em hospitais universitários.

3. Telemedicina totalmente integrada ao prontuário
Entrevistei profissionais recentemente que relataram o impacto positivo da telemedicina durante a pandemia. Agora ela ganha força definitiva: consultas online são registradas no prontuário como qualquer consulta presencial. O paciente vê resultados de exames, prescrições e relatórios no seu histórico digital, sempre acessível.
- Pacientes de regiões remotas consultam especialistas sem deslocamento, com transparência de todo histórico clínico.
- Ambulâncias equipadas com 5G enviam sinais vitais de pacientes em tempo real para hospitais (monitoramento em tempo real de sinais vitais).
- Informações da teleconsulta ficam disponíveis para todos os profissionais autorizados, fortalecendo o cuidado contínuo.
Na Meddic, aposto muito nesse processo, porque conecta pessoas e reduz desigualdades. Isso atende quem mais precisa, seja na cidade ou no interior.
4. Experiência do usuário mais amigável e acessível
Um dos grandes problemas dos sistemas digitais sempre foi a dificuldade de uso. Mas isso está mudando. Tenho observado uma verdadeira preocupação em tornar o prontuário eletrônico mais simples, com interfaces intuitivas para profissionais e pacientes. Ícones, menus claros e automação de tarefas, como atualização automática das vacinas, vêm sendo incluídos com base em pesquisas de usabilidade real.
- O sistema e-SUS APS já permite acesso rápido a informações essenciais, como vacinas, alergias e condições de saúde (agilidade no atendimento de pacientes).
- Mais acessibilidade garante que idosos, pessoas com deficiência e profissionais sem experiência digital participem plenamente do sistema.
Eu vejo, no dia a dia, como treinamento adequado e interfaces amigáveis aumentam a adesão dos profissionais e diminuem falhas no registro de dados.
5. Segurança, privacidade e transparência como prioridade
Com mais dados digitais circulando, não há como fugir da preocupação com a privacidade e segurança. O SUS tem investido em criptografia avançada e regras rígidas de acesso. A transparência e o consentimento do paciente também ganham força, permitindo que ele saiba e controle quem visualiza seus dados, em linha com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
- Medidas de segurança como autenticação em dois fatores e registro de acessos já estão sendo implementadas.
- O paciente pode conferir e autorizar visualização do seu histórico por diferentes profissionais.
Proteger os dados é proteger vidas.
O papel de empresas como a Meddic é reforçar esse compromisso, entregando soluções que aproximam tecnologia e confiança.
De olho no futuro: integração humana e digital
Muitos falam em tecnologia e esquecem do lado humano. Em minha experiência, o que faz diferença não é só a tela ou o algoritmo, mas como profissionais e pacientes vão se conectar para melhorar a saúde e a vida. Prontuários eletrônicos também são feitos de gente!
Para quem quer acompanhar mais sobre os avanços dos prontuários eletrônicos, recomendo a leitura do artigo Prontuário eletrônico no SUS: avanços tecnológicos. E se quiser se aprofundar mais nas tendências do digital na saúde pública em 2026, há um conteúdo exclusivo em tecnologia e saúde digital no SUS para 2026.
Conclusão
Em 2026, o prontuário eletrônico no SUS será mais do que um registro: será o elo fundamental de um sistema integrado, personalizado e mais acessível para todos. Eu observo com entusiasmo esse movimento, que abriga tecnologia, respeito à privacidade e centralidade no paciente. Quem quer conhecer melhor como a Meddic pode apoiar empresas, cidades e profissionais na digitalização da saúde, está convidado a nos acompanhar de perto e descobrir nossas soluções pensadas para cada desafio desse novo SUS.
Perguntas frequentes
O que é um prontuário eletrônico no SUS?
Prontuário eletrônico no SUS é um sistema digital onde ficam armazenadas todas as informações de saúde do usuário. Nele estão registros de consultas, exames, prescrições, vacinas e histórico clínico, disponíveis para profissionais autorizados em diferentes unidades do SUS. Assim, o atendimento fica mais rápido, seguro e integrado.
Quais são as tendências para 2026?
As principais tendências são integração total de dados (interoperabilidade), uso avançado de inteligência artificial, telemedicina conectada ao prontuário, interface mais acessível e foco em segurança dos dados. Essas mudanças buscam oferecer atendimento mais rápido, personalizado e protegido aos usuários do SUS, conforme visto na ampliação da digitalização no sistema público.
Como acessar meu prontuário eletrônico?
Para consultar seu prontuário eletrônico, o paciente pode falar diretamente com a Unidade Básica de Saúde onde realizou atendimento, que fará o acesso com segurança. Em algumas regiões, já existem plataformas para visualização do histórico online, sempre protegidas por autenticação e consentimento do próprio usuário.
Prontuário eletrônico é seguro?
Sim. O SUS adota medidas de segurança como criptografia forte, autenticação em múltiplos fatores e controle rígido de acesso, conforme as exigências da LGPD. Só profissionais autorizados podem visualizar as informações, garantindo privacidade ao cidadão.
Quanto custa implantar prontuário eletrônico?
No contexto do SUS, a implantação é uma política pública financiada pelo Ministério da Saúde, sem custos para o usuário ou para as unidades de saúde básica. Para hospitais e clínicas municipais que buscam sistemas de prontuário, os valores variam de acordo com a complexidade da solução, infraestrutura local e necessidade de capacitação. Empresas como a Meddic desenvolvem projetos personalizados para cada realidade.
